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O Direito de Discordar
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A
demanda por justiça – no sentido lato das é uma das mais dramáticas
e antigas da cidadania brasileira. Começou com a chegada do
conquistador europeu, aprofundou-se ao tempo da Colônia,
cristalizou-se e sofisticou-se ao longo do império e da república e
chega aos dias de hoje , em que o Brasil figura entre os países
socialmente mais desiguais do planeta. Um vexame.
Nesse ambiente, as instituições republicanas e o próprio
estado democrático de direito tornam-se frágeis, inócuos. Sem
justiça, o que é democracia, senão mera figura de retórica? Que
democracia é essa, que deixa de fora de seus benefícios dois terços
da população do país? |
São perguntas chocantes, embora reais, espantosamente reais, neste
início de Terceiro Milênio no Brasil.
| No
exercício de dois mandatos sucessivos à frente da OAB –
secretário-geral de 1997 a 1999 e presidente do Conselho Federal até
2001 -, Reginaldo de Castro denunciou obstinadamente essas
distorções. Foi além: discutiu soluções, ocupou as mais diversas
tribunas, participou de debates, seminários, congressos, publicou
artigos nos mais importantes órgãos da imprensa brasileira. Soube,
enfim, dar dimensão pública ao mandato que recebeu de seus
pares. |
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Reginaldo, Ex pres. da
OAB federal,e Romany Roland da ESA/AL |
Parte dessa produção está contida neste livro, cujo título – O Direito de Discordar – já indica
a profunda divergência do autor com o estado de coisas a que a visão
excludente das elites dirigentes conduziu o país. Entre palestras e
artigos, sobre os mais variados temas da realidade brasileira – com ênfase
nos que envolvem a crise do Poder Judiciário -, transmite visão coerente,
equilibrada, da política, de suas metas e missões, mazelas e
grandezas.
Reginaldo é avesso a sectarismos e radicalismos. É um homem da lei,
que busca obstinadamente o viés da justiça em tudo quanto avalia. Tem a
vocação da vida pública, o gosto do debate, da esgrima de idéias, da busca
de soluções para os mais complexos desafios da vida em sociedade.
Por isso mesmo, figura entre os dirigentes mais atuantes da
história da OAB. Este livro resume sua luta
indica, pela profundidade e clareza suas posições, que seu Autor
tem ainda muito a fazer na ( e pela ) vida pública brasileira.
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