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Biografia de
Pontes de Miranda
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Familiarizado com os autores europeus, em especial os alemães, o
escritor e jurisconsulto Pontes de Miranda difundiu novos métodos e
concepções do direito no Brasil. Sua obra, pioneira em diversos
setores, distribui-se por quase todos os campos da ciência jurídica,
do direito constitucional ao civil, do processual ao
comercial.
Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda nasceu em Maceió AL em 23 de
abril de 1892. Bacharel pela Faculdade de Direito de Recife PE, em
1911, seus primeiros livros - À margem do direito (1912) e A moral
do futuro (1913) - mereceram o estímulo de Clóvis Beviláqua, Rui
Barbosa e José Veríssimo.
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Essas obras foram o início de uma vasta produção bibliográfica, que se
alonga por 144 volumes e abrange sociologia, filosofia, política e poesia,
além do direito, tema de 128 volumes, num total de 29
títulos.
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Advogado e publicista, somente em 1924 ingressou na magistratura,
como juiz de órfãos. Nessa ocasião, tinha mais três obras
publicadas: História prática do habeas-corpus; direito positivo
comparado, constitucional e processual (1916), Direito de família;
exposição técnica e sistemática do Código Civil brasileiro (1917) e
Sistema de ciência positiva do direito (1922). Trabalhou, em
seguida, como desembargador do antigo Tribunal de Apelação do
Distrito Federal, época em que também representou o Brasil em duas
conferências internacionais: Santiago, no Chile, em 1923, e Haia,
nos Países Baixos, em 1932. Essas experiências influíram em sua
transferência para a carreira diplomática em 1939, quando foi
nomeado embaixador na Colômbia. Posteriormente, voltou a desempenhar
funções de representante do país em conferências internacionais até
1943, quando afastou-se da diplomacia e dedicou-se às atividades
profissionais de parecerista e escritor. Reuniu os ensaios "A
sabedoria dos instintos" e "A sabedoria da inteligência", além de
exercícios poéticos, em Obras literárias: prosa/poesia
(1960). |
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A mais importante contribuição de Pontes de Miranda situa-se no campo do
direito público, em especial no direito constitucional. Nas obras que
publicou ao longo de mais de meio século, o autor seguiu uma linha
coerente de pensamento, liberal e democrático, e combateu os desvios
autoritários que por vezes desfiguraram as instituições brasileiras. Não
obstante essa formação liberal e democrática, evitou, em seus estudos, o
tratamento político dos temas constitucionais, em favor da preocupação
técnico-jurídica. Não se deve esquecer, em sua obra constitucionalista, a
valorização dos direitos sociais, que enquadrou e ajustou às liberdades
clássicas. Também coube ao jurista iniciar, com sua obra sobre a ação
rescisória, a renovação do direito processual civil, introduzindo no
Brasil as modernas doutrinas européias a respeito. Pontes de Miranda
morreu no Rio de Janeiro RJ, em 22 de dezembro de 1979.
Fonte: Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações
Ltda
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